…” O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro português, foi português: foi sempre tudo…”
Fernando Pessoa- Poeta 1888-1935 / Portugal
Conheça algumas curiosidades que só encontra em Portugal.
Ria, surpreenda-se, interesse-se, e conheça-nos um pouco melhor.

Vinho do Porto

Vinho do Porto


Produzido com uvas de origem totalmente portuguesas, faz parte da região demarcada mais antiga do mundo desde o seculo 18, estando á mesa de reis, presidentes no mundo inteiro. Grandes feitos de nações foram comemorados com este néctar. Produzido no vale do rio Douro no interior do País, ficou conhecido como vinho do Porto pois armazenado em Vila Nova de Gaia - Porto, era a partir da cidade do Porto donde era exportado para todo o Mundo. A cidade do Porto a 2ª mais importante do País depois de Lisboa, é considerada o Ex libris do Norte, a Bruges portuguesa com seus monumentos de granito Em estilo barroco português nas margens do rio Douro bem perto do Oceano.

Barroco Joanino

Barroco Joanino


Diferentes correntes artísticas coexistiram em Portugal durante o reinado do Rei D. João V, séc. 18, em que o Barroco Joanino teve grande mérito em se abrir às influências das correntes internacionais, amalgamando-as com a tradição artística das oficinas nacionais e produzindo algumas das mais emblemáticas obras de arte portuguesas.
A cidade do Porto entre outras, são conhecidas pelas obras neste estilo bem português e nos seus monumentos em granito, obras do arquitecto Nicolau Nasoni de origem italiana como a Torre dos Clérigos , Paço Episcopal ou a Casa Mateus em Vila Real.

Filigrana

Filigrana


Trabalho de Ourivesaria ornamental feito de fios muito finos que podem ser de ouro, prata ou prata dourada e pequeninas bolas de metal soldados de forma a compor um desenho. A filigrana foi utilizada na joalharia desde a Antiguidade greco-romana, embora em Portugal existir uma tendência para considerá-la como anterior á civilização Greco- Romana, levando-a ao tempo dos celtas. Assim sendo ainda é empregada em grande variedade de objectos decorativos.
Actualmente, as peças de filigrana podem ser encontradas com enorme visibilidade na Região Norte de Portugal, usadas frequentemente no conjunto do vestido de noiva tradicional e, ainda, no traje feminino dos ranchos folclóricos do Minho. Belas ourivesarias destas peças fabulosas encontram-se particularmente no Norte do País, onde ateliers da sua manufactura podem ser visitados.

Festas e Romarias

Festas e Romarias


Constituem sem dúvida um traço típico da cultura popular e tradicional de Portugal. Acontecem um pouco por todo o país particularmente nos meses de verão e fazem parte das memórias e tradições do povo. Grande parte dos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, visitam as suas aldeias e vilas donde saíram, na altura destas festas que podem ser um verdadeiro festim do ponto de vista gastronómico, cheio de música, danças e convívio popular. São conhecidas as do Senhor da Agonia em Viana do Castelo, Nossa senhora do Cabo Espichel, na bela Serra da Arrábida a sul de Lisboa entre outras.

Lenços dos namorados

Lenços dos namorados


Peça de artesanato e de vestuário típico do Minho, Província belíssima no noroeste do Pais, sendo usado por mulheres em idade de casar bordados originalmente por elas contendo versos e vários desenhos de amor como corações, flores e pombas. Muitos deles apresentavam erros ortográficos pois as suas executoras não sabiam escrever muito bem. Hoje em dia podem-se encontrar nas melhores lojas de artesanato a preços bastante elevados considerados como uma peça de artesanato de grande qualidade.

Galo de Barcelos

Galo de Barcelos


A lenda do Galo de Barcelos narra a intervenção milagrosa de um galo na prova de inocência de um homem acusado de roubo evento passado na Idade Media. O galo de Barcelos é hoje um ícone no Pais inteiro, considerado por muitos como o símbolo de Portugal, sendo uma forma de artesanato adquirida por todo o País mas principalmente na cidade de Barcelos na Província do Minho onde se encontram também as mais interessantes lojas e ateliers de artesanato cerâmico popular. Todo o português que se preze tem um galo de Barcelos em casa.

Caretos

Caretos


Personagem mascarado e colorido do Carnaval de Trás os Montes e Alto Douro. É um homem que usa uma Mascara com um nariz saliente feita de Couro, latão ou madeira pintada em cores vivas de amarelo, vermelho ou preto Pensa-se que a tradição dos caretos tenha raízes celtas de um período pré-romano. Entretinham-se a assustar as raparigas das aldeias e a roubar-lhe beijos.

Pauliteiros de Miranda

Pauliteiros de Miranda


Dança guerreira característica de Terras de Miranda, interior do Pais, zona da Raia, acompanhada pelos sons de gaita-de-foles e outros instrumentos.
Dançada só por homens, (8) vestem saia bordada e camisa de linho, colete pardo, botas de cabedal, meias de lã e chapéu enfeitado com flores e 2 paus com os quais fazem uma serie de diferentes passos e movimentos coordenados. Aqui se fala o Mirandês, esta língua , é falada por, sensivelmente, 7000 a 10 000 pessoas no extremo nordeste de Portugal, sendo desde 1999 a segunda língua oficial do país. De origem, Asturiano-Leão com influência celta e latina.

Azulejos portugueses

Azulejos portugueses


O Azulejo português é uma das marcas mais distintas daquilo que é a cultura portuguesa. Para falarmos da história do azulejo português temos de remeter-nos para a sua origem. A influência da decoração ornamental muçulmana teve uma forte incidência na cultura do azulejo português. Misturada inicialmente com os motivos decorativos de artistas de Sevilha foi-se individualizando ao longo dos seculos, O brilho, a exuberância e a fantasia dos motivos ornamentais chegaram do Oriente. Já da China, chegou o azul da porcelana que, na segunda metade do século XVII, deu ao azulejo composições sem carácter repetitivo, cheias de dinamismos e formas em movimento. No reinado de D. João V (1706-1750), os azulejos sofreram a influência da Talha dourada, utilizando os mesmos motivos numa tendência para que as superfícies inteiras de parede fossem revestidas, criando um impacto de característica barroca. Durante esta época, o azulejo português é largamente utilizado nas igrejas, palácios e casas pertencentes à burguesia, no interior e no exterior, nos seus jardins. Era considerado meio de distinção social. O azulejo conta com 500 anos de produção nacional.

Doces conventuais

Doces conventuais


A origem da doçaria conventual portuguesa remontará ao seculo 15. O Açúcar entrou na tradição gastronómica dos conventos e a lista de doces é extensa e abrange todas as regiões de Portugal. Muitas vezes quando entramos numa pastelaria para beber um café e um bolinho estamos a comer um doce conventual.

Donde os mais famosos são:

Pastéis de Belém

Pastéis de Belém

No início do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado. Como consequência da revolução Liberal ocorrida em 1820, são em 1834 encerrados todos os conventos e mosteiros de Portugal, expulsando o clero e os trabalhadores. Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro põe à venda nessa loja uns doces pastéis, rapidamente designados por “Pastéis de Belém”. Em 1837, inicia-se o fabrico dos “Pastéis de Belém”, em instalações anexas à refinação, segundo a antiga “receita secreta”, oriunda do Mosteiro. Transmitida e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente, na “Oficina do Segredo”. Esta receita mantém-se igual até aos dias de hoje, atraindo gente de todo o mundo a Belém para os provar. Em todo o país encontram-se imitações destes pastéis aos quais chamam Pasteis de Nata.

Estilo Manuelino

Estilo Manuelino


O Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico decorativo, escultórico, que se desenvolveu no reinado do rei D. Manuel I no seculo 16. É uma interpretação portuguesa do gótico final bem como da arte luso-mourisca ou Mudéjar. Como ícones deste tipo de decoração são o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém em Lisboa, entre outros que podem ser visitados na capital de Portugal na margem do belo rio tejo.

O Zé Povinho

O Zé Povinho


Trata-se de um personagem satírico, de crítica social, criado por Rafael Bordalo Pinheiro que foi um artista português, de obra vasta, dispersa por largas dezenas de livros e publicações, desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista político e social, jornalista, ceramista e professor. O seu nome está intimamente ligado à caricatura portuguesa. É o autor da representação popular do Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo português representando … o Português, homem do povo. Será como o Uncle Sam para os americanos. A Obra ceramista de Rafael Bordalo Pinheiro tornou se internacionalmente conhecida, sendo a fabrica visitada durante todo o ano por turistas que na bela cidade de Caldas da Rainha, perto de Óbidos.

Os Tapetes de Arraiolos

Os Tapetes de Arraiolos


Os tapetes de Arraiolos são tapetes bordados com lã sobre tela de juta ou algodão, tradicionais da vila de Arraiolos, em Portugal. As referências mais antigas à técnica de fabrico de tapetes de Arraiolos datam de finais do século XV. A Tapeçaria portuguesa bordada à mão, com o nome de Bordado de Arraiolos, só data oficialmente do princípio do século XVII, mas é permitido supor que já se praticasse muito anteriormente, visto que o ponto cruzado oblíquo (actualmente conhecido em todo o mundo por ponto de Arraiolos) também já se praticava na Península Ibérica desde o século XII. Executam-se ate aos dias de hoje em Arraiolos no Alto Alentejo, uma zonas mais bonitas ao Sul de Lisboa.

Arte Xávega

Arte Xávega


Pesca Artesanal feita com rede de cerco e seu equipamento é composto por um cabo, flutuadores e um saco em forma cónica. Antigamente a recolha era feita com a ajuda de bois e apenas se pratica em Portugal entre Espinho (perto da cidade do Porto) e a Costa de Caparica ao sul da Capital. A palavra xávega provém do étimo árabe xábaka, que significa rede. A Arte Xávega é uma tradição que, de ano para ano, se vai perdendo em algumas praias no país, de que é exemplo a Nazaré onde se fazem recriações destinadas aos turistas. Também ainda se pratica em certas zonas do Algarve ao sul do Pais.

O Fado

O Fado


O Fado é um género musical muito conhecido em Portugal. Normalmente somente um fadista o canta, ao som da guitarra clássica e da guitarra portuguesa. Esta expressão que lhe dá nome provém do latim ‘fatum’, que pode ser traduzido como ‘destino’.
Há várias teorias sobre a procedência do fado típico de Lisboa: algumas encontram suas raízes nos cantos dos mouros que, mesmo depois da retomada dos cristãos, continuaram a residir nos bairros da Mouraria e Bairro Alto. Outros afirmam que ele pode ter- se originado nas cantigas dos trovadores, da saudade inerente aos marinheiros ou do cântico Lundu exercitado pelos escravos levados da África ao Brasil. Suas características principais, como a tristeza profunda e duradoura, seriam uma herança desta cultura aliada á palavra Saudade, que só se encontra na língua portuguesa e que define a ausência de alguém ou de alguma coisa. Só há conhecimento sobre o fado a partir do século XIX. Em seu início o fado era composto por letras e melodias bem populares, em regiões como o Porto e Lisboa. Aos poucos este género desenvolveu-se, adquiriu maior consistência e adaptou-se aos novos tempos, até conquistar a universalidade. É desde 2011, considerado Património Imaterial da Humanidade pela Unesco. A mais conhecida fadista dos últimos tempos foi Amália Rodrigues já desaparecida. Pode ser ouvido em varias Casa de Fado por todo o Pais, mas especialmente em Lisboa.